Muito mais do que formar talentosos surfistas, o Instituto Gabriel Medina terá um forte impacto social na comunidade. A ideia inicial foi criar competidores, campeões nas ondas, usando o exemplo de um ícone do surf, mas conforme o projeto foi dimensionado e unindo as experiências de vidas de Gabriel e de sua mãe, Simone Medina, a presidente do Instituto, uma nova e importante vertente ganhou força.

Junto à preparação dos atletas ao alto-rendimento, igual ao que Gabriel tem, inclusive com os mesmos profissionais que acompanham, o Instituto contará com várias ações socioeducativas e de promoção à saúde. O estudo será obrigatório e os participantes ficarão um período na escola e outro na entidade (segunda a sexta-feira), recebendo alimentação e treinamentos específicos dentro e fora d’água, sob a coordenação de Charles Saldanha, que orienta Gabriel desde o início da carreira.

As famílias dos participantes serão envolvidas e nas atividades estão planejados cursos profissionalizantes, palestras. Entre as ações que estão sendo preparadas está a oficina de maquiagem com a Vult Cosmética, beneficiando as mães. Há, ainda, aulas de idiomas e de noções de informática para os participantes. Outro benefício é a prevenção de saúde, com exames médicos e odontológicos periódicos, com profissionais parceiros da iniciativa, com grande experiência e vivência neste envolvimento social.

“O Gabriel quer, com a nossa ajuda, transformar a vida dessas crianças. Elas precisam estar prontas para conquistarem e conseguirem conviver com isso. Serem seres humanos realizados, prontos para viver qualquer situação na vida. Através do esporte, conseguimos trabalhar princípios na vida. O esporte dita regras”, comenta.

Simone demonstra grande expectativa para o futuro da instituição. Sabe que nem todos os participantes se tornarão futuros campeões nas ondas, mas serão preparados para serem bons cidadãos e vencedores nas carreiras que seguirem. “Eu conheço a realidade deles, eu vivi essa realidade. Se ele for um porteiro, um jardineiro, fará a diferença e ensinará as pessoas que estarão junto. Temos de aproveitar esse mecanismo, essa ferramenta que estamos criando”, argumenta.